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What Things Do: Reflexões filosóficas sobre a Tecnologia e o Design

What Things Do
Neste final de semana, durante a Pós no instituto Faber-Ludens, nosso professor Fred (Blog Usabilidoido) nos apresentou um livro chamado What Things Do. Parece interessante. Agora é juntar os $30,00 pra comprar o livro…
Alguém aí que já tenha lido tem alguma opinião a respeito?
What Things Do: Philosophical Reflections on Technology, Agency, And Design
Nossa sociedade moderna está inundada com todo tipo de dispositivos: TVs, carros, microondas, telefones celulares. Como todas essas coisas nos afetam? Como podemos entender seus papeis em nossas vidas? What Things Do (O que as coisas fazem) responde essas perguntas focando em como a tecnologia influencía nossas ações e percepções sobre o mundo.
Modernidade Líquida

Livro Modernidade Líquida
No livro Modernidade Líquida, o sociólogo Zygmunt Bauman, fala sobre as transformações sociais pelas quais passa nossa sociedade nas esferas pública, privada, relacionamentos humanos, mundo do trabalho, estado e instituições sociais. Bauman utiliza a metáfora da liquefação para demonstrar as conseqüências que essa transformação social está trazendo para os relacionamentos entre as pessoas.
Segundo ele, a solidez das instituições sociais, como por exemplo a família, o governo, as relações de trabalho, está perdendo espaço para o fenômeno de liquefação. De acordo com essa metáfora, a solidez dessas instituições, firmes e inabaláveis, estão se derretendo, transformando-se, irreversivelmente, num estado liquido.
Este estado líquido tem como característica principal a capacidade de moldar-se em relação as mais diversas estruturas. Neste tempo de transformações no relacionamento humano, os laços afetivos e sociais acabam se tornando o centro da questão e a liquefação dessas antes solidas instituições evidenciam um tempo de desapego e uma suposta sensação provisória de liberdade que, na verdade, traz consigo um desapego social em que nós, indivíduos moderno-líquidos, nos encontramos.
O autor usa o termo individuo para alertar-nos do crescente processo de individualização pela qual nossa sociedade está passando. Existe um desprendimento de pertencermos em alguma rede social. A cultura do Eu sobrepõe-se à do Nós e o relacionamento eu-outro ganha características mercantis, em que os vínculos entre as pessoas tem a possibilidade de serem desfeitos a qualquer momento. Esse tipo de relacionamento volátil (liquido) traz uma sensação de leveza e descompromisso, sendo associada à uma liberdade individual.

Sociedade liquefeita
Porém, essa mesma liberdade individual vem provocando uma série de queixas psicológicas que parecem fazer parte dessa liquidez, como depressão, sensação de solidão, isolamento e desamparo no plano individual. No âmbito social gera-se uma situação de desterritorialização. Fronteiras culturais, territoriais, lingüísticos praticamente deixaram de existir. Pertencemos ao mundo, mas até onde o mundo nos pertence?
Na modernidade líquida não há compromisso com a idéia de permanência e durabilidade. Entre a possibilidade do desprendimento fluido como modo de vida e a imposição do mesmo para a imensa maioria, há um vácuo entre a liberdade e a incerteza, a emancipação e o total desamparo social e individual.
Cognição e Virtualidade

Life on the Screen: Identity in the Age of the Internet
“A maioria das considerações sobre o computador concentram-se num computador instrumental, no trabalho que o computador pode fazer. Mas meu foco aqui está algo diferente, está no computador subjetivo. É a máquina tal como ela entra no desenvolvimento da vida social e psicológica e como ela afeta a maneira como pensamos, especialmente a maneira como pensamos sobre nós mesmos. (…) Que tipo de pessoas nós estamos nos tornando?”
- Sherry Turkle – professora de Sociologia da Ciência na Massachusetts Institute of Technology (MIT) e autora de Life on the Screen: Identity in the Age of the Internet (A Vida na Tela: A Identidade na Era da Internet). Ela se especializou no estudo do relacionamento das pessoas com a tecnologia, e, em especial, com os computadores. Sua mais recente pesquisa concentra-se na psicologia e sociologia da comunicação mediada por computador.
