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	<title>Psicologia Digital &#187; Modernidade Líquida</title>
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	<description>A Psicologia frente ao desenvolvimento da mídia e da tecnologia</description>
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		<title>Modernidade Líquida</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 12:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Tavano Sammartino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<category><![CDATA[Modernidade Líquida]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[No livro Modernidade Líquida, o sociólogo Zygmunt Bauman, fala sobre as transformações sociais pelas quais passa nossa sociedade nas esferas pública, privada, relacionamentos humanos, mundo do trabalho, estado e instituições sociais. Bauman utiliza a metáfora da liquefação para demonstrar as conseqüências que essa transformação social está trazendo para os relacionamentos entre as pessoas. Segundo ele, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_131" class="wp-caption alignright" style="width: 124px"><img class="size-full wp-image-131" title="modernidade-liquida" src="http://psicologiadigital.tempsite.ws/wp/wp-content/uploads/2009/07/modernidade-liquida.jpg" alt="modernidade-liquida" width="114" height="143" /><p class="wp-caption-text">Livro Modernidade Líquida</p></div>
<p style="text-align: justify;">No livro <em>Modernidade Líquida</em>, o sociólogo Zygmunt Bauman, fala sobre as transformações sociais pelas quais passa nossa sociedade nas esferas pública, privada, relacionamentos humanos, mundo do trabalho, estado e instituições sociais. Bauman utiliza a metáfora da liquefação para demonstrar as conseqüências que essa transformação social está trazendo para os relacionamentos entre as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo ele, a solidez das instituições sociais, como por exemplo a família, o governo, as relações de trabalho, está perdendo espaço para o fenômeno de liquefação. De acordo com essa metáfora, a solidez dessas instituições, firmes e inabaláveis, estão se derretendo, transformando-se, irreversivelmente, num estado liquido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-130"></span>Este estado líquido tem como característica principal a capacidade de moldar-se em relação as mais diversas estruturas. Neste tempo de transformações no relacionamento humano, os laços afetivos e sociais acabam se tornando o centro da questão e a liquefação dessas antes solidas instituições evidenciam um tempo de desapego e uma suposta sensação provisória de liberdade que, na verdade, traz consigo um desapego social em que nós, indivíduos moderno-líquidos, nos encontramos.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor usa o termo individuo para alertar-nos do crescente processo de individualização pela qual nossa sociedade está passando. Existe um desprendimento de pertencermos em alguma rede social. A cultura do Eu sobrepõe-se à do Nós e o relacionamento eu-outro ganha características mercantis, em que os vínculos entre as pessoas tem a possibilidade de serem desfeitos a qualquer momento. Esse tipo de relacionamento volátil (liquido) traz uma sensação de leveza e descompromisso, sendo associada à uma liberdade individual.</p>
<div id="attachment_132" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-132" title="homens-derretendo" src="http://psicologiadigital.tempsite.ws/wp/wp-content/uploads/2009/07/homens-derretendo.jpg" alt="Sociedade liquefeita" width="300" height="203" /><p class="wp-caption-text">Sociedade liquefeita</p></div>
<p style="text-align: justify;">Porém, essa mesma liberdade individual vem provocando uma série de queixas psicológicas que parecem fazer parte dessa liquidez, como depressão, sensação de solidão, isolamento e desamparo no plano individual. No âmbito social gera-se uma situação de desterritorialização. Fronteiras culturais, territoriais, lingüísticos praticamente deixaram de existir. Pertencemos ao mundo, mas até onde o mundo nos pertence?</p>
<p style="text-align: justify;">Na modernidade líquida não há compromisso com a idéia de permanência e durabilidade. Entre a possibilidade do desprendimento fluido como modo de vida e a imposição do mesmo para a imensa maioria, há um vácuo entre a liberdade e a incerteza, a emancipação e o total desamparo social e individual.</p>
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		<title>Identidade na era da www</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 22:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Tavano Sammartino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Modernidade Líquida]]></category>

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		<description><![CDATA[Navegando hoje pela internet me deparei com esse texto bem interessante! Comecei a ler recentemente o livro Modernidade Líquida e realmente vale a pena! Este texto conseguiu expressar um pouco do que estou pensando, até agora, sobre essa nova lógica espaço-tempo que a tecnologia e a informação instantânea tem provocado. E aí? Vocês concordam? A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-52" title="man_computer" src="http://psicologiadigital.tempsite.ws/wp/wp-content/uploads/2009/06/man_computer.jpg" alt="man_computer" width="111" height="96" />Navegando hoje pela internet me deparei com esse texto bem interessante!</p>
<p style="text-align: justify;">Comecei a ler recentemente o livro Modernidade Líquida e realmente vale a pena! Este texto conseguiu expressar um pouco do que estou pensando, até agora, sobre essa nova lógica espaço-tempo que a tecnologia e a informação instantânea tem provocado. E aí? Vocês concordam?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-42"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Identidade na era da www</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As velocidades nessa pós-modernidade estão de tal forma aceleradas que uma das palavras mais conhecidas pelos internautas de todo o mundo não tem mais de dez anos, é o nome do mecanismo de busca <em>Google</em>. O termo <em>Google</em> foi criado em 1998 por Larry Page e Sergey Brin a partir de uma variação, por motivo de registro de marca, do termo matemático <em>googol</em>. Este termo matemático também é recente e foi criado na década de 1940 por Milton Sirota, atendendo a um pedido de seu tio o matemático Edward Kasner, na época também cunhou o termo <em>googolplex</em>. Com aproximadamente seis anos de existência <em>Google</em> virou verbo e em alguns países utilizam <em>to google</em> com o significado de pesquisar na internet.</p>
<p style="text-align: justify;">A inter-relação homem-internet apresenta algumas peculiaridades como o hábito com a velocidade de resposta (<em>feedback</em>) e que acabam por refletir em outras instâncias da vida cotidiana. No próprio resultado de uma busca já se nota uma certa tendência nos relatos dos internautas, sobretudo dos jovens, que compreende uma certa impaciência e falta de perseverança frente a frustração de não encontrar imediatamente algo. E, esta tendência se desdobra numa crença sobre o mundo virtual: <em>se não está na internet não existe no mundo</em>. Uma perigosa inversão na qual a existência de uma página é tida como prova de realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste mundo em que os significados mudam em grande velocidade têm-se alguns aspectos. Como vantagem a ampliação dos recursos reflexivos devido à velocidade de transmissão de informações, que age como se os espaços ficassem menores. Esta vinculação espaço-tempo cria uma lógica que pode ser expressa como: <em>se rápido logo perto</em>. A desvantagem, dentre outras, está na criação da ilusão: <em>se demorou já passou ou não existe mais</em>. Estas condições propiciam um contínuo confronto e nesses a idéia de identidade, que não se permite mais ser associada à estabilidade. As velocidades, se comparadas às da década de 1980, são de tal monta superiores que deixam uma impressão que mesmo as experiências mais recentes já são parte de um passado. As lógicas subjacentes às expressões <em>instantaneidade</em> e a<em> descartabilidade</em>, até então da área mercadológica, invadiram outras instâncias do cotidiano e tornaram os elementos mais efêmeros, descontínuos e de aparência enganosa, inclusive os sentimentos. (BAUMAN, 2001; SOAR FILHO, 2005).</p>
<p style="text-align: justify;">As indiscutíveis virtudes da virtualidade possuem algumas características interessantes e como exemplo cito um fato interessante, do início deste século XXI, em que um comunicado de resultados, do presidente de uma corporação ligada a internet, continha um tempo verbal inadequado e em questão algumas horas todas as bolsas do mundo registraram uma forte queda. Disse ele: &#8221; &#8230; os resultados poderiam ser melhores &#8230;&#8221;. Não houve análise de quão bons foram, não houve comparação alguma, o caos estava instalado! Este fato que nos remete a pensar na famosa frase de Marx &#8220;tudo que é sólido desmancha no ar&#8221; e também nos permite uma adaptação para a volatilidade desse mundo internáutico: &#8220;<em>tudo que é insólito sublima no virtual</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">AMERICAN Heritage Dictionary.  v. 3.5, California: Softkey, 1994. (CD-ROM)</p>
<p style="text-align: justify;">BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">LÉVY, Pierre.  As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática.  Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.</p>
<p style="text-align: justify;">SOAR FILHO, Ercy.  Para que terapia?: estudo interdisciplinar sobre o self contemporâneo.   Florianópolis, 2005. Tese (Doutorado Interdisciplinar), Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">*Fonte: <a title="www.awmueller.com" href="http://www.awmueller.com" target="_blank">http://www.awmueller.com</a></p>
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