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	<title>Psicologia Digital &#187; Relacionamentos</title>
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	<description>A Psicologia frente ao desenvolvimento da mídia e da tecnologia</description>
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		<title>A Psicologia dos Relacionamentos na Internet</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 23:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Tavano Sammartino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Efeito da desinibição]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quer você goste ou não, a internet se tornou uma nova maneira de relacionamento social. Pessoas estão encontrando amigos, colegas, namorados e também, inimigos pela internet. Já escutei pessoas dizerem que o relacionamento na internet não é de fato real, ou seja, não é como no &#8220;mundo real&#8221;. Segundo elas, esses relacionamentos são apenas algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quer você goste ou não, a internet se tornou uma nova maneira de relacionamento social. Pessoas estão encontrando amigos, colegas, namorados e também, inimigos pela internet.</p>
<p>Já escutei pessoas dizerem que o relacionamento na internet não é de fato real, ou seja, não é como no &#8220;mundo real&#8221;. Segundo elas, esses relacionamentos são apenas algo passageiro, uma fase pela qual as pessoas passam. Algumas, mais críticas, dizem que não se pode comparar com os relacionamentos reais e que se alguém prefere se comunicar através de um &#8220;mundo virtual&#8221;, alguma coisa deve estar errada. Essa pessoa deve estar depressiva, com baixa auto-estima ou com medo de encarar um relacionamento real.</p>
<p>Será que isso é verdade? Será que é verdade que relacionamentos &#8220;reais&#8221; são superiores às relações virtuais?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-181" title="relacionamento" src="http://psicologiadigital.tempsite.ws/wp/wp-content/uploads/2009/09/casal.jpg" alt="relacionamento" width="270" height="169" /></p>
<p>Novamente, lendo alguns artigos do psicólogo John Suler, do Departamento de Psicologia do Centro de Ciência e Tecnologia da Rider University, encontrei um interessante artigo abordando este assunto.</p>
<p>O artigo é de 1997, portanto, num tempo onde grande parte das tecnologias atualmente existentes ainda não estavam presentes. Orkut, Google, Yahoo, e derivados ainda nem sonhavam em existir. O MSN surgiria apenas em 1998. Mas mesmo assim, apesar da gigantesca evolução tecnológica de lá pra cá, é possível fazermos uma reflexão das diferenças e semelhanças que ainda continuam apesar de todos esses anos.</p>
<p><span id="more-171"></span>O autor inicia seu texto com algumas definições diferenciando conceitualmente relacionamentos reais de relacionamentos virtuais. Segundo Suler um &#8220;relacionamento real&#8221; seria aquele em que o contato físico entre duas pessoas esteja presente, chamado de &#8220;Relacionamento presencial&#8221; (in-person relationships).</p>
<p>Quanto ao &#8220;relacionamento virtual&#8221;é dada a definição para aquele relacionamento que é &#8220;mediada por computadores&#8221;, carregando um sentimento de lugar e interação espacial.</p>
<p>Uma maneira de compreender este fenômeno social e humano é examinando os vários meios pelos quais as pessoas se comunicam, se conectam e se identificam uns com os outros. A linguagem, por meio das palavras, seria a mais poderosa delas e, a partir disso, já se pode levantar alguns aspectos que colaboram para que relações virtuais tenham sucesso e até algumas vantagens sobre as presenciais:</p>
<p style="padding-left: 30px;">1. A interação pode não ocorrer em tempo real, então, você pode responder ao seu parceiro no momento que você desejar e no tempo que você desejar. Isso te dá tempo para pensar sobre o que você realmente quer dizer e escrever sua resposta de maneira segura, revisando quantas vezes desejar antes de enviar a mensagem. Mesmo em comunicadores em tempo real essa vantagem ocorre, pois você não precisa responder imediatamente. É possível um tempo de reflexão ou fazer uma pesquisa se necessário. Essa estratégia de espera-revisa pode fazer maravilhas para evitar momentos embaraçosos, respostas impulsivas e arrependimentos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">2. O diálogo por escrita envolve mecanismos mentais diferentes de uma conversa falada. Pode refletir num estilo cognitivo distinto que possibilita algumas pessoas a serem mais expressivas, organizadas e mais criativas na maneira como elas se comunicam. Não é incomum encontrar pessoas que dizem que conseguem se expressar melhor nesse mundo da escrita.</p>
<p style="padding-left: 30px;">3. As Relações mediadas por mensagens de texto possibilitam que você salve todas as suas interações em arquivos de texto. A qualquer momento é possível consultar as informações mais importantes do relacionamento, resgatar informações importantes de certos momentos da relação, reexaminar conflitos e desentendimentos. Esse tipo de reavaliação é as vezes mais complicado nas relações presenciais, onde quase sempre é preciso requisitar nossa própria memória.</p>
<p style="padding-left: 30px;">4. Relacionamentos por textos tendem a resultar no que é chamado de &#8220;<a title="Leia um artigo tratando sobre este assunto neste blog" href="http://www.psicologiadigital.com/2009/09/11/efeito-da-desinibicao-online/" target="_blank">efeito da desinibição</a>&#8221; causado pelo fato de as pessoas não poderem se ver ou se ouvir, as pessoas podem se abrir mais e dizer coisas que não diriam se estivessem cara-a-cara. Este efeito cria um ambiente onde a intimidade é acelerada.</p>
<p>As desvantagens surgem a partir da falta do face-a-face entre as pessoas. A impossibilidade de haver vozes, expressões faciais ou linguagens corporais limitam a fluência de um relacionamento.</p>
<p>Neste ponto, o autor diferencia os relacionamentos presenciais com os virtuais a partir de como as pessoas se conectam através dos cinco sentidos:</p>
<ul>
<li>ouvir atentamente (audição)</li>
<li>ver para crer (visã0)</li>
<li>posso te tocar? (tato)</li>
<li>chegando ao ponto (olfato e paladar)</li>
</ul>
<p><strong>Ouvir atentamente (audição)</strong></p>
<p>A voz humana é rica em significados e emoções. Pequenas variações na voz de uma pessoa podem causar suspiros ou raiva. Nos relacionamentos virtuais, este estímulo está ausente, porém, somos capazes de &#8220;criar&#8221; essas variações em nossas mentes interpretando o texto da maneira como desejarmos. Ao lermos uma conversa com alguém temos uma forte tendência a projetar (consciente ou inconscientemente) nossas próprias expectativas, desejos, ansiedade e medos naquilo que estamos lendo.</p>
<p><strong>Ver para crer (visão)</strong></p>
<p>Nossas expressões corporais e faciais também possuem uma linguagem repleta de significados e emoções. A ausência desse elemento pode tornar a relação ambígua e insegura. Por outro lado, alguns dizem que esta ambiguidade gera uma oportunidade para se explorar as reações da outra pessoa. Segundo o autor, outras vantagens de não se ver a outra pessoa seria que questões como idade, cor de pele, altura, aparência física ou qualquer outra coisa que influencie em ser &#8220;atrativo&#8221; ou não são irrelevantes.</p>
<p><strong>Posso te tocar (tato)</strong></p>
<p>O ser humano necessita o contato físico com outras pessoas. Crianças e bebês entram e depressão e podem morrer ser o toque de uma pessoa. A maneira como os pais interagem fisicamente com seus filhos se torna um dos pilares da identidade e do bem-estar. Este é, sem dúvidas, um dos maiores abismos entre os relacionamentos presenciais e os virtuais e sua falta é um dos principais motivos para o desgaste de um relacionamento virtual. O ato de tocar a outra pessoa cria elos entre os parceiros. Alguns defendem a idéia de que é possível o envolvimento psicológico e emocional através das palavras, mas é certo que provavelmente você nunca conseguirá abraçar a pessoa amada pela internet.</p>
<p><strong>Chegando ao ponto (olfato e paladar)</strong></p>
<p>Por último, mas não menos importante, vem o olfato e o paladar. O cheio é algo que aproxima muito uma pessoa da outra, sendo capaz de despertar poderosas reações emocionais. Pode-se dizer que o cheirar e o provar sejam sensações interpessoais muito primitivas, mas ambos são essenciais para uma intimidade profunda, talvez justamente por ser tão primitivos e fundamentais. Será que a tecnologia algum dia será capaz de reproduzir odores e sabores e transmiti-los essas sensações a outra pessoa que pode estar do outro lado do mundo?</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-225" title="amor_virtual" src="http://psicologiadigital.tempsite.ws/wp/wp-content/uploads/2009/09/amor_virtual.jpg" alt="amor_virtual" width="211" height="175" />Mais de uma década depois deste artigo escrito por Suler, podemos dizer que as barreiras da visão e audição estão praticamente extintas, uma vez que recursos em áudio e vídeo em tempo real e de boa qualidade já estão disponíveis e são de fácil acesso. Quanto aos outros sentidos, estes parecem ser um desafio e tanto para a tecnologia.</p>
<p>Por fim, uma crítica que faço tanto ao artigo de Suler quanto aos outros sobre relacionamentos que leio por aí é o fato de colocar o relacionamento virtual como um substituto do relacionamento presencial ou como se existisse uma competição entre eles. Não poderíamos encará-lo como uma ferramenta ou um &#8220;plus&#8221; e chamarmos relacionamento apenas e simplesmente de relacionamento?</p>
<p>Faço um comparativo com as cartas e telefones por exemplo. Na época em que esses serviços se tornaram disponíveis para as pessoas foi cogitado o que seria melhor? Um relacionamento por correspondências ou não?</p>
<p>Acredito que todas as pessoas têm necessidades. Uns precisam da presença diária do parceiro para que um relacionamento funcione, outros nem tanto. Tudo tem a ver com um equilíbrio entre as necessidades e satisfações de cada um. Nesse caso, pouco importa o meio, mas sim se no final as expectativas estão sendo correspondidas.</p>
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<p align="justify"><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">The human voice is rich in meaning and emotion. A sharp edge to someone&#8217;s words can rouse your suspicion or anger. Just the sound of a loved one&#8217;s voice can be enough to create feelings of comfort and joy. Singing &#8211; one of the most expressive of human activities &#8211; powerfully unites people. In CSR mediated by text only, both obvious and subtle nuances in voice pitch and volume are completely absent. And singing is impossible (unless you consider the mutual recitation of lyrics as singing&#8230; which some onliners do). </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"> Advocates of text-driven CSR do have a comeback to this criticism. Lacking auditory and visual cues, the e-mail message, blog, or newsgroup post can be productively ambiguous in tone. When reading that typed message, there is a strong tendency to project &#8211; sometimes unconsciously &#8211; your own expectations, wishes, anxieties, and fears into what the person wrote. Psychoanalytic thinkers call this &#8220;<a href="http://www-usr.rider.edu/%7Esuler/psycyber/transference.html">transference.</a>&#8221; Your distorting the person&#8217;s intended meaning could lead to misunderstandings and conflict. It could stimulate countertransference reactions from your online partner. On the other hand, if you discuss your (mis)perceptions with your friend, you are revealing underlying (perhaps unconscious) elements of how you think and feel. In a sense, you are being more real with the other person, allowing a deeper relationship to form. Of course, this more rich and meaningful relationship will only develop when people are mature enough to talk about and work through those projections and transferences with each other. Too often this may not be the case. The skeptics therefore reply that the disadvantage of ambiguity in text communication outweighs the possible advantage.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"> An entirely different comeback for cyberspace advocates is that one&#8217;s voice CAN be heard online. It&#8217;s only a matter of time before audio-streaming becomes perfected to the point where it matches the quality of IPR. In fact, conversing in cyberspace may have some distinct advantages. If you so desire, conversations easily could be saved and replayed &#8211; which isn&#8217;t possible in IPR, unless you&#8217;re carrying a tape recorder. Using software programs, nuances in voice pitch and volume can be examined more carefully for subtle emotions and meaning. Programs also could allow you to modify your voice as you transmit it. If you want to speak in the voice of Bill Clinton, Arnold Schwartzenegger, or Daffy Duck, so be it. Or you can add in any auditory special effect you desire in order to embellish your words &#8211; Pomp and Circumstance, explosions, quacks.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"> As we&#8217;ll see over and over again, a unique feature of CSR is the ability to use imagination and fantasy to shape the way in which you desire to present yourself. This can be a fascinating and revealing dimension to a relationship.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"> Advocates of CSR also will be quick to point out the <a href="http://www-usr.rider.edu/%7Esuler/psycyber/emailrel.html#keyboarding">creative keyboarding techniques</a> that do allow onliners to simulate voice modulation, such as typing in caps to mimic SHOUTING. A poor substitute for the real thing, a skeptic will say. </span></p>
</div>
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